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Catadores debatem uma proposta de coleta seletiva para Belém

Construir uma proposta que inclui, de maneira igualitária, os catadores de resíduos sólidos é o objetivo do Grupo de Trabalho formado pela categoria e o Projeto de Incubação

Na última terça feira, 16 de agosto, o Grupo de Trabalho (GT) formado por catadores e técnicos do projeto “Incubação para fortalecimento de cooperativas e associações de catadores e catadoras de materiais recicláveis e reutilizáveis – em municípios do Pará”, realizado pelo Programa Interdisciplinar Trópico em Movimento (UFPA), esteve em reunião para pensar uma proposta de coleta seletiva mais inclusiva para a categoria.

O GT tem um calendário de reuniões que culminará na elaboração de uma proposta de um termo de referência que será apresentado ao ministério público.  Para Nádia da Luz, presidente da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Visão Pioneira de Icoaraci (Cocavip), a criação de uma proposta pensada pelos catadores é importante, pois “é a materialização de uma alternativa que pode ser viável para o poder público e para a categoria, fortalecendo e reconhecendo o trabalho dos catadores”.

Entre os pontos debatidos está a composição do preço do material coletado, a estimativa de resíduos sólidos gerado e a estimativa de material reciclado coletado por bairro. Participaram da reunião representantes da Cooperativa de Catadoras da Bacia do Uma (Cooperuna); da Cooperativa de Catadores Urbanos (Cataurbe) e da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis Visão Pioneira de Icoaraci (Cocavip).

Coleta seletiva – É a coleta diferenciada de resíduos que foram previamente separados segundo a sua constituição ou composição. Ou seja, resíduos com características similares são selecionados pelo gerador (que pode ser o cidadão, uma empresa ou outra instituição) e disponibilizados para a coleta separadamente.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a implantação da coleta seletiva é obrigação dos municípios e metas referentes à coleta seletiva fazem parte do conteúdo mínimo que deve constar nos planos de gestão integrada de resíduos sólidos dos municípios.

As formas mais comuns de coleta seletiva hoje existentes no Brasil são a coleta porta-a-porta e a coleta por Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). A coleta porta-a-porta pode ser realizada tanto pelo prestador do serviço público de limpeza e manejo dos resíduos sólidos (público ou privado) quanto por associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis. É o tipo de coleta em que um caminhão ou outro veículo passa em frente às residências e comércios recolhendo os resíduos que foram separados pela população.

Já os pontos de entrega voluntária consistem em locais situados estrategicamente próximos de um conjunto de residências ou instituições para entrega dos resíduos segregados e posterior coleta pelo poder público.